terça-feira, 4 de agosto de 2009

RE-CULTURA : MOVIMENTO PELA REVISÃO TRIBUTÁRIA DO MERCADO CULTURAL BRASILEIRO

“Luz, câmera e ????” Ação! Responderia o grande público. Mas em diversos palcos, teatros, cinemas, museus, galerias e outros aparelhos culturais das cidades, por trás da cena, onde ninguém vê, os profissionais da cultura e do entretenimento completariam a máxima tão famosa Do meio cinematográfico com termos pertinentes a um universo bem particular: figurino, iluminação, cenografia, ensaio, roteiro, planejamento, tradução, direção, continuidade, montagem, legendagem, direitos autorais, direitos conexos, contratos....

Por trás da ponta que se comunica com o grande público para entretê-Lo, levar informação, arte e cultura existe uma cadeia sem fim de pessoas especializadas e conhecedoras do segmento: é o mercado cultural. Um mercado que emprega e gera divisas, que interage com diversos setores da sociedade como o turismo e a segurança pública, por exemplo. Assim como qualquer outra esfera da sociedade que produz e vive de seu produto, o mercado cultural pertence também a um universo econômico. Este mercado gera uma cadeia produtiva, que gera empregos e que prevê lucro como forma de remunerar seus profissionais. Mas assim como em qualquer outro setor com vida econômica existem pontos que desfavorecem a empregabilidade e principalmente o futuro de profissionais que muitas vezes dedicam suas vidas à cultura.

Pensado e estruturado por profissionais do meio, com o objetivo de propor uma releitura de toda estrutura de contratações e pagamentos de tributos rumo a uma relação mais justa nas operações culturais surge o Re-Cultura: um movimento em prol da reforma tributária do mercado cultural.

Este movimento formado por quem realiza, trabalha e pensa o meio cultural brasileiro busca rever e normatizar os altos impostos hoje aplicados ao meio, que inviabilizam muitos trabalhadores a se enquadrarem nas formalidades da lei. A partir da desconstrução de conceitos ultrapassados desejamos propor ao poder público novos formatos de contratação que visem sempre manter empregador e trabalhador na legalidade sem necessariamente ter que lançar mão de altos impostos para isso,tornando as relações contratuais viáveis e ao alcance destes profissionais e empresas que movimentam cultura no Brasil.

Claudia Raphael é Produtora Executiva da CUFA - Central Única das Favelas

20 comentários:

  1. Sou atriz e diretora teatral, apoio totalmente o movimento, nós, gestores culturais somos vistos como desempregados oficiais e o que fazemos não passa de um hobby, eu digo isso é profissão sim e temos que ser respeitados, temos que ter oportunidade, temos que ser vistos como molas impulsionadoras da cultura brasileira, os impostos pagos tem que voltar de alguma forma para o povo, e a melhor forma é a cultura, para que todos possam ter algum tipo de entretenimento decente.
    Parabéns ao movimento e contem comigo, como mais uma guerreira nessa trincheira!

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  2. Em 2008, em pesquisa realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Cultura, sobre indicadores na economia da cultura no Brasil afirma:
    "existem hoje no Brasil 320 mil empresas no setor cultural, que geram 1,6 milhões de empregos formais."
    A própria pesquisa revela que: "Contando a INFORMALIDADE, isso deve crescer para cerca de 3 milhões de postos diretos".

    Ou seja, já temos os dados, já é um fato os impactos positivos e relevância da cultura não somente no aspecto social, como também, no econômico.

    O movimento é mais que adequado para virarmos essa página e transformarmos esses impactos da Cultura ainda mais positivos na realidade do nosso país.

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  3. Parabéns pela iniciativa!
    Estamos unidos em prol do avanço cultural.
    Abraços.

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  4. em viajem à França, em intercmabio sindcial, ha 4 anos, estive no momento em que se discutiam os direitos dos "entermintants", profissionais da cultura, que tinham todos os seus direitos garantidos. Em uma manobra do governo, as centrais sindicais se mobilizaram e freiaram esse movimento.
    A garantia de direitos, com todos os direitos trabalhistas são uma luta que se torna cada vez mais necessária, e o re-cultura vem trazer este debate de forma brilhante, com argumentos inquestionáveis, agora dpende da mobiização.
    parabéns, e até a vitória!

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  5. Eu, Salamanda, me senti assistida com essa iniciativa, e olhe que isso ocorre em poucos momentos na nossa estrutura social ocidentalmente branca. Levantar essa reflexão no mínimo é um início de uma proposta democratizada de cultura. Quando falo em democracia cultural falo na possibilidade de oportunizar para os trabalhadores no palco da cultura que se encontro marginalizados chances de concorrer nesse mercado opressor e “pasteurizado”, eu danço fora desse palco, trabalho com comunicação visual, há anos nessa profissão nunca consegui formalizar minha empresa...eu sou a prova viva que esse sistema me inibe profissionalmente. O que me lenha é que acabo tendo que me “vender” para as minhas próprias concorrentes pq não sou legalmente assistida....Valeu galera, vcs estão gritando por mim e comigo!!!

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  6. sou profissional da área cultura ha mais de dez anos e fico feliz de enfim ver um grupo de pessoas para pensar a questão do profissional da cultura nao como mai sum trabalhador mas pensar nas condições especiais de trabalho e em situações especiais para resolver esse problema que se arrasta assim como a valorização da propria cultura do país.
    Se para fugirmos dos altos impostos de uma RPA, por eemplo, emitimos uma nota, nos descaracterizamos como individuos que somos, somos empurrados para um nicho que muitas vezes nao nos interessa entrar (o unvierso do empreendimento, das empresas, da formalidade extrema e engessada). Uma vez dentro vc é absorvido pela maquina. Manter uma empresa é caro, tem que ser feito por gente especializada etc. Ai sentimos na pele o quanto nos tornamos escravos de nosso oficio. Sendo que isso nao é necessario. Basta nos unirmos para pensar um pouquinho essa questao como ela merece ser tratada. parabens ao movimento quero estar dentro seempre.

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  7. é mais do que constragedor quando numa reuniao de familia lhe perguntam:
    -voce faz o que da vida?
    -sou musico , artista
    -ta ,mas trabalho de verdade vc nao tem nao?

    chega ne! agora é hora de sermos respeitados pela sociedade e ate pelo Leao, por que nao?
    keremos pagar nossos impostos como qualquer cidadao e receber os beneficios desses impostos , mas de forma justa.

    RE-CULTURA tem todo meu apoio! e minha militancia , to dentro !!

    Dyskreto - Musico - Goias

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  8. Trabalhadores da cultura, são tão profissionais quanto trabalhadores de qualquer outro segmento. Ja esta mais do que na hora, de nós, trabalhadores do segmento da cultural, nos mobilizarmos.

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  9. Pronto, acho que agora, eu vou ter minha oportunidade de participar da NOSSA Cultura Brasileira. Achei que iria ficar, marginalizado pra sempre, no canto, sem cantar, sem padrinho, quase orfão dos meus direitos.....agora, tendo a chance de fazer parte da parte que faz, me sinto mais cidadão! Quero receber como cidadão-músico brasileiro, a chance de contar a minha história, a minha letra, a minha música, ser cúmplice da minha oportunidade cultural ! VAMO NESSA, TENHO UM DISCO DE IDÉIAS !!!!

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  10. PÁ PÁ PÁ PÁ... Putz! foi um tiro em boa hora, já estava me sentido como os demais da minha Nação Brasileira... adormecido e neutralizado.

    A CUFA mais uma vez desperta a consciência adormecida da sociedade que consome, produz, vive, negocia, intercambia...que faz e é cultura. Já não podemos mais suportar tantos subterfugios "legais" que na verdade lesa o cidadão. Está metralhadora, CUFA, que dispara consciência, reflexão, informação e poder é sem sombras de dúvidas o exrcício de direitos e de cidadania que nós excluídos dessa fala, participação e sonho nos faz mais uma vez urge para buscar mudanças verídicas e estruturais para nosso paí e a nossa cultura.

    Estou junto e trarei mais nordestinos comigo para essa nova orDEM!

    Fábio Negão - Recife/PE.

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  11. Parabéns,assim conseguimos dar maior visibilidade e o respeito que os agentes culturais merecem.
    Cleiton Rocha-uberlândia-mg

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  12. A alegria do artista é quando alguém liga e faz uma proposta decente, pagamento decente, prazo de pagamento decente. Não são todos os dias que isso acontece na vida de um artista, mas, de outro lado, a tributação é coisa certa e certeira. Não há desvio, se há como escapar caímos nas mãos da insegurança, da informalidade com poucos propósitos futuros.
    O velho palhaço aposenta o nariz postiço, apenas, e nada mais. No nosso município haverá Conferência Municipal de Cultura. Está mais do que na hora de discutirmos sobre o futuro do velho artista, alguém mais? Quanto mais tivermos propostas análogas em todo o país, estaremos perto das mudanças.

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  13. Inácio (Músico e produtor)4 de agosto de 2009 16:04

    É muito interessante como os governantes do nosso país nunca fizeram uma avaliação da real situação do mercado cultural. Conveniência? Descaso? Explicações, nós vamos ouvir muitas, mas o fato é que o Leão como quieto e urgi mansinho, quase imperceptível, ao menor possível sinal de irregularidade o felino mostra-se voraz. Agora chegou a hora de domesticarmos o gatuno, ensinarmos para ele que as presas fáceis, agora estão cansadas de ver o fruto do seu trabalho escoar pelo vasto funil dos cofres públicos. Queremos o certo pelo certo, ao fim da reestruturação (que haverá), a possibilidade de trabalharmos com a dignidade e o respeito que merecemos, será a passarela para a saída da margem.

    Contem comigo, sempre me "levaram" 20%, chegou a hora de acertarmos as contas!!!

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  14. Concordando com o rapaz acima e acrescentando...E quando vamos fazer um cadastro e perguntam sua profissão..."Sou produtora de eventos" dai vem aquele sonoro e ironico "Ha tá" ou então "vc faz outra coisa profissionalmente? nossa que raiva... até parece que trabalhar com produções, eventos, grupos musicais é algo de quem não tem oq fazer...Estou dando os parabéns por essa iniciativa e oferecendo meu apoio total...to mais que dentro!!

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  15. Sou CAntor/Compositor e WebDesigner free lancer, ou seja, autônomo total!(rsrsrs)
    Recedo direitos autorais e conexos por obras músicais que compus mas tive que pisar no freio na minha vida artística por conta de todos os problemas citadis acima. Essa iniciativa é muito boa e eu vou buscar me atualizar sobre tudo neste assunto e influenciar mais gente para fortalecermos essa corrente em prol dessa revisão tributária. TEmos esse direito.

    Um abração a todos!

    Valmir

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  16. Poder participar desse momento histórico na construção de uma nova politica cultural, é realmente indescritível. A tão sonhada independencia cultural hoje não é mais sonho, é uma realidade e está bem perto de ser concretizar. Parabéns pela iniciativa e vida longa a todos que constroem a cultura nesse país.

    RS, 04 de agosto, 7h44.

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  17. Tá mais que na hora dessa reforma tributária no meio cultural. A iniciativa do MV Bill e CUFA só vem abrir umajanela para a discussão que se faz necessário e pertinente neste momento.

    RE-CULTURA EU APOIO!!!!!!!!!

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  18. Será de extrema importância a discussão.
    Este fato a anos afeta a cultura e de fato ta mais que na hora de incitar e provocar os gestores, produtores, artistas, consumidores nessa nova premissa..

    Vam bora.. que ta na hora

    MAx

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  19. Chegou em boa hora...a carência é grande! Eis a cultura popular aí, minha gente! =) Agora, sim!

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  20. Que lindo! Agora teremos um novo movimento social, dessa vez colocando nossas contradicoes na mesa. Uma boa ideia, e que possamos rediscutir a aplicacao e reununcia dos impostos, ja que muitos dos municipios e estados nao aplicam sequer 1% do orcamento em cultural. Eu nem entrei no merito somente da categoria para nao ser chamado de coorporativista, mas toparia continua com a mesma carga tributaria se os recursos arrecadados fossem direto para o setor, o que nao acontece, dai ficamos sempre com pires na mao, pagando horrores, isso para quem recebe na hora e com os devidos encargos,ate a grande maioria sofre e muito. As cartas estao na mesa. Resta saber se o governo topara esse debate, pois como esse movimento a sociedade ja fez a sua parte. Parabens CUFA, parabens MV BILL! Reforma CULTURAL, TO JUNTO!

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